que tem três anos:
- Ó Senhola estás-me a maçale!, porque eu lhe disse, carinhosamente, que ela tinha que tomar banho.
O «meu» Kiko vai fazer sete anos...
O meu Bichinho-de-Conta
O Francisco ainda não tem três anos e já me arrebatou a vida. Aliás, nem tenho vida sem a dele. É filho de um dos meus primos mais velhos, e sinto-o cá dentro como um verdadeiro sobrinho. Ah, e levo muito a sério este papel de prima-tia. Não há amor mais perfeito, mais dado sem troco do que este que sinto por aquela criatura de palmo e meio. Ele diz: "Zarinho" e eu já estou lá ao lado. A verdade é que ele nem precisa de o dizer, porque a vontade de o abraçar, agarrar, beijar, apertar é tal que é impossível estar muito tempo longe.
Vou buscá-lo ao infantário. Ainda nem o vi, dou com dois bracinhos minúsculos a virem a correr na minha direcção. Se eu transbordasse de orgulho, aquele páteo ficava inundado.
Parece perceber sempre quando preciso de mimo eu também e, nesses dias, não sai do meu colo, dá-me os abracinhos mais amorosos que se possam imaginar e aqueles beijinhos lambusados são demais...
O Kiko Badamico está a crescer a pouco e pouco. Vê-lo assim, já mais independente, deixa-me a mim mais vulnerável. Qualquer dia fica envergonhado por ir a marchar e a cantar pela rua com a tia. E depois deixa de precisar de quem tome conta dele... Mas mimo, mimo nunca vai deixar de ter. Mimo a qualquer hora, mimo todo aquele que ele quiser.
E enquanto for o meu Francisco bebé (mesmo crescido!), que gosta de autocarros e tractores, de colo da tia, de leite com chocolate, de andar de metro a dizer "Tota terra uhhhh uhhh" e de ir ao saltinhos pela rua, eu nunca vou estar cansada, nem triste, nem desanimada, porque a existência deste sobrinho-primo basta para me mostrar o quanto é bonito viver.
Para mim, vai ser sempre o meu Bichinho-de-Conta. Mesmo quando ele crescer.
Hoje fica um beijinho para a família mais bonita do mundo. A minha.