Ela pegou no caderno antigo, de capa velha e estragada. Eram outros escritos, outras vivências. "Outra vida".
Abriu-o devagarinho, como tantas vezes tinha visto o padre fazer com a Bíblia.
"Naqueles tempos era outra, mais menina".Aquelas palavras não pareciam ser as suas, agora que as vivia de forma tão diferente.
Levantou-se, com um só movimento, e atirou o caderno para a lareira.
Mas as palavras, em vez de desaparecerem, ecoaram e falaram na sua cabeça.
Este foi o primeiro grande ensinamento dela. O passado não se queima. O que está escrito não pode ser apagado. Mas pode ser sempre, sempre, aperfeiçoado.
a criatividade portuguesa. Não existem cartazes mais apetecíveis para dar largas à imaginação do que aqueles estrategicamente espalhados pelo país...
Gosto especialmente do senhor mascarado de palhaço e daquele que parece não ter quem lhe cosa as calças.
começa a trabalhar em Fevereiro!
Amiga, estou mais do que orgulhosa e feliz por ti...
Um beijão!
Janeiro tem a pureza do novo ano, a frescura do inverno pleno, a saudade do verão passado.
Janeiro é um sorriso tímido da Natureza.
É como recomeçar, devagarinho.
Sem pressas.
No Natal, no meio dos meus presentes estava um com a forma de dossier.
Deixei-o para último.
Quando o abri, tinha os olhos dos manos, mãe, primos e tios todos postos em mim.
Era realmente um dossier.
Encarnado.
Dizia cá fora, numa etiqueta escrita pela minha mãe: Linhas Incertas.
Os meus manos, mãe e alguns primos passaram os dias que antecederam a véspera de Natal a imprimir todos os textos do blogue.
Não tive palavras para agradecer na altura, comovi-me imenso...
Foi uma ideia tão gira, feita com tanto carinho e apanharam-me tão de surpresa que nem tive reacção.
Aqui fica o meu beijinhos de agradecimento, um mês e um dia depois.
Agora as Linhas Incertas não se vão perder nunca.
Disse-me ele:
- Rosaínho, tenx um cabelo tão bonito!
Tenho ou não tenho razões para ser tão prima babada?
A Exótica andou doente. Pregou-nos um susto a todos, os médicos falaram em Malária.
Afinal foi mesmo só um susto e ouvi dizer que já anda de bengala a fazer estragos pela noite de Lisboa.
Exótica: tenho saudades!
Tenho observado os "Bros" assim de perto. Os Bros são o grupo de amigos do Beach Boy, umas bruxinhas de calças.
Não me canso de rir: são divertidos, barulhentos, simpáticos. São unidos.
Habituada ao meu grupo de meninas é-me impossível não encontrar parecenças e diferenças.
Por exemplo, quando alguém tem um problema: nós fazemos conselho de bruxas, assim meio disfarçado de café ou jantar, uma espécie de apoio silencioso combinado entre todas horas antes. Conversamos sobre o problema, vendo todos os pontos e mais alguns.
Os Bros também se reunem. Mais barulhentos, assumem que é por causa daquele que está mais em baixo que se reuniram. Estão mais tranquilos do que o normal, conversam e perguntam-lhe discretamente se está bem.
Com Y's e X's... Bem... Aqui a diferença está mais marcada.
As mulheres são descaradas. Escolhem o alvo, assumem a investida e mais ou menos discretamente vão procurar criar a situação certa para conhecerem o Y escolhido.
Eles... Bem, eu ainda não os vi verdadeiramente em acção. Vi-os todos juntos, em manada, a atirar piropos muito ao jeito deles. Parece-me que não se comprometem. Até se comprometerem mesmo... Dão o mote. Se pegar, pegou. Se não pegar, não faz mal, há mais. Estão a perceber o raciocínio? O das mulheres é diferente, são de ideias fixas. Eles fazem as coisas de maneira a nunca serem rejeitados e se o forem, que a rejeição seja o mais ambígua possível, uma mistura entre o estava só a gozar contigo e o se tu quisesses eu também queria.
No meio de tanto disparate que dizem não consigo não sorrir e sentir carinho por este gang de Y's. São muito amigos uns dos outros. E ainda que em tanta coisas sejam tão diferentes das Bruxinhas há uma coisa que nos une. A amizade inegável sentimos uns pelos outros.
Todos os dias a mesma rotina. Acordo, arranjo-me, como, saio de casa.
Apanho o autocarro. O mesmo. Todos os dias.
Não é de estranhar que encontre sempre as mesmas caras, juntos fazemos o mesmo caminho para ir trabalhar de manhã.
Não vos sei explicar, mas naquele autocarro há uma expécie de cumplicidade entre todos. Umas vezes com mais sono outras com menos, a verdade é que nos fazemos companhia.
Eu tenho as minhas pessoas favoritas, a quem digo um simples e tímido com licença quando me sento ao lado delas.
E é tão engraçado quando ao fim do dia volto a encontrar algumas dessas pessoas no caminho de volta a casa...
Já tinha conversado acerca dos meus companheiros de viagem com alguns amigos. Tem piada como simples pormenores do dia a dia nos conseguem trazer uma estranha forma de conforto. Familiaridade.
A tia G. não se esquece. De nada!
Cada vez que algum tio ou primo faz anos, logo pela manhã, recebo uma mensagem a lembrar.
Os lembretes estendem-se aos aniversários de casamentos e aposto que a tia G. até sabe quando é que os sobrinhos foram baptizados.
Sabe tão bem, tia G.!
Um destes dias faço mais uma vista à faculdade. Prometo que desta vez tomo mesmo café!
Um beijinho.
Foi uma semana inteira de preparação.
Vou fazer sushi, vamos comer sushi, eu sei fazer sushi, vais ser tão bom, sushi, sushi, sushi. A prima M. andava doida. E eu, o G., o P., a minha mãe e a Pepa também.
Os planos iniciais alteraram-se um bocadinho. Eu estava doente e não fui ajudá-la lá para casa a preparar o manjar dos deuses.
Estava tudo óptimo, perfeito. Fantásticos anfitriões.
Queridos M. e P. (e Dogo!) foi tão bom!
Temos que repetir...
P.S.- A Pepa pôs o primeiro bocado de sushi na boca e cuspiu...
Ouvi dizer que a Maria vai ter um mano ou mana... É verdade, R.?
Muitas parabéns aos pais, tio e avós babados!
Os encontros têm sido fugazes, quase nunca todas juntas, mas aos molhinhos. A verdade é que uma bruxa nunca anda sozinha e se não está acompanhada pelo seu Y ou Mago anda de certeza outra bruxa por perto.
A Patalógica vai mudar de casa. Mudou-se de malas e bagagens com o Mago Adri para a sua casa nova, "linda", como não se fartam de dizer.
A Feiticeira de Oz... continua a encantar com o seu jeitinho doce, no seu emprego novo de gente crescida, com outros horários mas não com menos boa disposição.
Morgana: desde que voltou lá da sua ilha que se vai readaptando a pouco e pouco ao continente. Mais confiante que nunca, vai dando um arzinho da sua graça nas saídas e encontros.
A bruxinha Má anda em arrumações de vida. Não ha arrumações mais trabalhosas que essas. Y's??? Ui, ela que conte melhor que ninguém.
A Magali vai vivendo, devagarinho, com o mago dos seus sonhos.
Madame Min: ouvi dizer que houve bruxedo no sábado, mas como ainda não foi emitido um comunicado oficial não me manifesto muito...
Pois é, as bruxinhas ainda andam por aí. E não há emprego que nos afaste das nossas saídas, conversas, discussões e disparates.
Bruxinhas: vocês sabem, não sabem?
Gosto. Muito.
Recebo muitas queixas. Porque é não escreves, fazes-nos falta, e as aventuras das bruxas, quem conta?
Eu tento sempre explicar: ao fm do dia estou cansada, apetece-me conversar, ver gente. Não me apetece estar outra vez sentada, outra vez em frente ao computador...
Também me faz falta escrita, faz-me falta encontrar-me nestas palavras, faz-me falta a troca de ideias.
Fico triste e incapaz de escrever cada vez queme pressionam. Fazemos um acordo: eu vou esforçar-me por escrever mais, mais assiduamente.
Os leitores vão tornar-se menos exigentes...
Vamos tentar?
Hoja faz anos a minha mãe!
Um beijinho grande!
Nasceu o João, sobrinho da Kika.
A mãe estava nervosa, muito, o bebé nasceu antes do tempo com dois quilos e meio.
Parabéns à família!
O bebé Francisco já foi passar o Natal a casa, com os pais!
Foi o melhor presente que a família podia ter.
Felicidades, muitas!
A prima P. e o primo D. vão ter uma Joana. A Inês vai ter uma mana com quem partilhar a família. Há espaço para todos!
Em 2005 vão nascer a Joana, a Maria e o mano do Xuão.
O Xuão (4 anos) pediu aos pais para o mano se chamar Pinóquio...
Não consegui escrever isto sem ter (mais um) ataque de riso.
Ano Novo!
estou de volta, cheia de vontade de contar coisas!
Um fantástico 2005 para todos!