- Então e as Bruxas??? - pergunta o P. - Prometem, prometem, falam que se fartam mas depois nunca aparecem...
Bruxinhas... estes Y querem festa...
Telefonou ao Gonçalo para lhe dar os parabéns.
- Olá Kiko!- diz o mano G. Começa a rir-se, faz-me sinal e passa-me o telefone.
Oiço do outro lado:
Nesta daita queída, muitas feícidades, muitos anos de vida.
Hoje é dia de feista, cantam ais nossas aímas, para o menino Gonxalo, uma saíva de paumas!
Hoje faz anos o mano Gonçalo!
Um grande beijinho para ele!
O Linhas Incertas não está de férias, querida prima M., mas o tempo disponível desta escritora incerta é que se tornou escasso...
Tenho muitas saudades do meu blogue, de poder escrever quando me apetece, mas a vida modifica-se e ainda estou a encontrar o equilíbrio entre o trabalho e o lazer. E o trabalho que é lazer e lazer que é trabalho.
Enfim!
Nos últimos anos os presentes de Natal, lá no Exílio, eram abertos antes da meia noite.
- É para a avó não ficar muito cansada.
Confesso que me sabia sempre bem abrir os presentes antes do tempo. O Natal no Exílio tem muitas, muitas tradições. Os presentes ficam no escritório até à vespera de Natal. Nesse dia, pouco tempo antes da hora previamente discutida como aceitável para que todos possam participar (entre bebés e avó), os presentes são desorganizadamente amontoados nos cantinhos destinados a cada sub-família. Os lugares são sempre os mesmos.
A avó era a primeira a abrir os presentes, seguida pelo Kiko e pela Pepa. O mano G. era depois, eu logo a seguir e aí por diante, respeitando por ordem crescente a idade dos primos.
O ano passado a avó só abriu os presentes no dia 25, rodeada pelos bisnetos, netos e filhos. Ficava sempre contente, tenho a sensação que aquilo de que mais gostava era que estivéssemos de roda dela, mais do que qualquer embrulho bonito ou presente desejado.
O meu Natal vai ser diferente. Vai ter a mais uma Maria e a menos uma avó.
A vida tem maneiras ternurentas de nos mostrar que o tempo é contínuo, como o sorriso da bebé mais pequenina da família.
Já passaram seis meses. Mas as saudades são de 24 anos de amor incondicional.
à Madame Min, que estava linda de morrer na sua festa de anos!
10 meses de blogue...
Tem muita piada olhar para trás, ler posts antigos e lembrar pormenores de 10 meses da minha vida.
O Linhas Incertas tem crescido, umas vezes com mais manifestações outras vezes com menos. E esta escritora também.
Fez anos a Catarina R.
Ligou-me no dia a seguir e tivemos uma das conversas mais hilariantes de que me lembro.
Aqui está:
- Estou, Rosarinho?
- Olá Catarina, recebeste a minha mensagem?
- Recebi... Olha, liguei para te dar os parabéns.
- Os parabéns???
- Sim, ouvi dizer que te casaste. (voz triste)
- Que me casei??? O quê? (gargalhadas) Mas quem é que te disse isso? Então eu casava-me e não te dizia nada?
(A Catarina trabalha com tios e primos meus, seria impossível eu casar-me sem que ela soubesse pela família, o que tornou a situação ainda mais improvável e divertida)
- É que a irmã do S. disse-me que ele tinha ido ao casamento da Rosarinho, e eu pensei que fosses tu...
(Mais gargalhadas)
- Catarina: prometo que quando me casar te digo, não é para já, mas ficas convidada...
- Eu bem estranhei não ouvir nada lá no escritório, mas pensei que te tivesses casado em segredo. Pensei: se calhar está grávida!
Eu tive um dos maiores ataques de riso dos últimos tempos.
Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto.
A primeira coisa que ela fazia quando entrávamos em casa era acender as luzes da árvore de Natal, religiosamente arrumada num canto da cozinha.
Recebeu-me de braços abertos, sorriso grande.
A Inês mora numa casa giríssima, bem decorada, num bairro calmo de Bruxelas. Faz todos os dias o mesmo caminho para o trabalho, passa por dois jardins que fez questão de me mostrar com especial carinho.
Há corvos. Muitos. Enormes! "Do tamanho de cães", dizia-me ela.
Conversámos imenso. Sobre crescer, mudar. Escolher, poder escolher, poder viajar. Ter amigos.
Passeámos. Mostrou-me cantinhos da sua nova cidade.
Adorei a viagem. Mais do que Bruxelas, que se mostrou uma cidade cheia de pormenores lindíssimos e chocolates em cada canto, adorei ter passado tempo de qualidade com a Inês.
A primeira coisa que ela fazia quando chegava a casa era acender as luzes da árvore de Natal.
Não me esqueço destes pormenores que nos fazem sentir bem. A primeira coisa que eu fazia quando chegava a casa, em Milão, era olhar para as fotografias que tinha na parede do meu quarto. E aí sim, estava de volta a casa.
Hoje faz anos a Feiticeira de Oz!
Parabéns, querida Bruxinha!
O Bruxo Adri esteve cá por Lisboa. Já falta pouco para voltar de vez.
As bruxinhas estavam cheias de saudades, a Maga Patalógica já nem falava noutra coisa.
Adri, ficam sempre saudades por matar.
Tenho quase, quase as malas feitas para ir visitar a Nina a Bruxelas.
Chego na sexta-feira, diz-me ela que já tem um roteiro para passeios.
Querida amiga: estou cheia de saudades. Tuas e de viajar.
Depois logo conto como foi.